domingo, 13 de março de 2011

14 metas para emagrecer com saúde

Confira as 14 metas para emagrecer com saúde (Confira as 14 metas para emagrecer com saúde (Reprodução))     As 14 metas da educação alimentar, indicadas pelo Centro de Referência em Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

1) Faça de 5 a 6 refeições por dia.
2) Frutas na sobremesa e nos lanches.
3) Coma verduras e legumes no almoço e no jantar.
4) A porção de carne deve ser do tamanho da palma da mão.
5) Troque a gordura animal por vegetal e consuma com moderação.
6) Modere nos açúcares e nos doces.
7) Diminua o sal e os alimentos ricos em sódio.
8) Consuma leite ou derivados na quantidade recomendada.
9) Consuma pelo menos 1 porção de cereal integral.
10) Coma uma porção de leguminosas por dia.
11) Reduza o álcool. Evite o consumo diário.
12) Beba no mínimo 2 litros de água por dia.
13) Faça pelo menos 30 minutos de atividade física todos os dias.
14) Aprecie sua refeição. Coma devagar.


Fonte: Globo Reporter

Anvisa propõe banir medicamentos que inibem o apetite




No dia 16 de fevereiro de 2011 a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tornou pública a intenção de cancelar o registro dos medicamentos que contém sibutramina e anorexígenos anfetamínicos (anfepramona, femproporex e mazindol). Esses medicamentos antiobesidade atuam no sistema nervoso central para inibir o apetite e, segundo a agência, devem ser retirados do mercado brasileiro devido aos altos riscos à saúde.

A Anvisa alerta que existe grande potencial de uso abusivo dessas substâncias, mesmo com as advertências sobre seus riscos. Em nota, o diretor-presidente em exercício da Anvisa, Dirceu Barbano, explicou: “Não existem evidências científicas sobre o valor da utilização dessas substâncias em longo prazo. Seu consumo elevado no Brasil pode demonstrar que suas indicações clínicas e seu acesso, em farmácias de manipulação e drogarias, estão muito distantes das preconizadas pela Organização Mundial da Saúde e pelos órgãos sanitários”.

A proibição destes medicamentos está baseada no parecer da Câmara Técnica de Medicamentos (Cateme), publicada em 26 de outubro de 2010. O documento apresenta argumentos de que a sibutramina apresenta baixo coeficiente de efetividade de redução de peso e pouca manutenção de redução de peso em longo prazo, e que os medicamentos anorexígenos apresentam graves riscos cardiopulmonares e para o sistema nervoso central.  Portanto, o órgão recomenda o cancelamento destes medicamentos por considerar que os riscos superam seus benefícios.

No entanto, a Associação para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) e a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) mostraram-se contrárias à retirada desses medicamentos do mercado. A presidente da ABESO, Rosana Bento Radominski, esclarece que “as mudanças de estilo de vida, alimentação e atividade física são os pilares de um bom tratamento da obesidade, mas nem sempre são suficientes para evitar a progressão da doença”. “O uso criterioso de medicações antiobesidade claramente contribui para a melhora da saúde dos pacientes, auxiliando-os na perda de peso e reduzindo o aparecimento das complicações”, explica.

O presidente da SBEM, Ricardo Meirelles, afirmou que “a SBEM é contra o uso indiscriminado desses medicamentos, mas considera que bani-los deixaria uma significativa parcela de pacientes com obesidade desassistidos”.

No dia 23 de fevereiro, médicos e farmacêuticos se reuniram em audiência pública com a Anvisa para discutir e questionar a proposta de retirar os inibidores de apetite do mercado brasileiro. A decisão da Anvisa deverá sair até o final de março.
Fonte: Nutritotal

Obesidade traz outros problemas, como diabetes e esteatose hepática...


Autoestima é o que faz toda a diferença. Quando pesava 106 kg, a estudante Carmela Vecchione, universitária de 21 anos, se escondia atrás de um tipo engraçado. “Aquela que faz a piadinha, e todo mundo dá risada, mas, em termos de confiança como mulher, era um assunto delicado. Não era uma parte minha que estava bem desenvolvida”, diz a jovem.
Agora, com 75 quilos, ela é outra Carmela. “Eu acho que hoje sou uma pessoa mais solta. Eu digo que sou outra pessoa”, declara.
A estudante Maria Cecília Ribeiro de Souza emagreceu 27 quilos. Perdeu o hábito de comer frituras e, aos 16 anos, encontrou o doce sabor de ser admirada. Ela revela que hoje se sente atraente como mulher.
Mas não foi só beleza que as duas garotas conquistaram. “Eu tinha tendência ao diabetes, até porque minha avó tem diabetes. E por eu ser gordinha, isso fica mais próximo de eu ter a doença”, revela Cecília.
Carmela, além do risco de diabetes, tinha gordura no fígado, a chamada esteatose hepática. Mas as duas meninas não eram exceção. Os 300 jovens que participaram do programa tinham algum problema causado pela obesidade.
O endocrinologista Lian Tock lista os problemas de saúde mais encontrados nos jovens: “Diabetes, esteatose hepática, que é gordura no fígado, deslipidemia, colesterol alto, triglicério elevado, doenças circulatórias de um modo geral, fora outras incluindo doenças pulmonares, doenças articulares, doenças na coluna e problemas no joelho devido ao excesso de peso”.
A gordura pesa tanto no corpo como no espírito. “Ao todo, 80% deles apresentam depressão. À medida que eles vão diminuindo o peso, eles vão melhorando dessa depressão”, aponta o doutor Lian.
O endocrinologista aponta um vilão: o sedentarismo. Cecília, que chegou a pesar mais de 100 kg, confessa: “ficava muito tempo parada, só na frente do computador. Não fazia esporte nenhum”. A jovem conta também que enganava os professores na aula de educação física na escola: “Ele estava olhando, dava uma corridinha parava e andava normal”.
Agora, ela não tem mais porque enganar. Hoje, Cecília tira o teste de esforço de letra. Na academia, ela malha de segunda à sexta. E a jovem revela o que ganhou, perdendo tantos quilos: “saúde”.
“Existe uma chance altíssima da criança e do adolescente obeso se tornar um adulto obeso e aumentar todos esses riscos de saúde”, destaca a pesquisadora Ana Dâmaso, da Unifesp.
Mas não é um processo fácil. A estudante Silvia Szterenfeld tem 17 anos. Quando participou da pesquisa, emagreceu dez quilos, mas recuperou tudo de novo. “Eu estou voltando aos poucos com a dieta. Pretendo seguir com isso até conseguir chegar a um ponto em que eu não me esqueça que eu tenho que comer certo”, diz.
Casos como o de Silvia se multiplicam no Brasil e em muitos países.

Número de brasileiros acima do peso cresce em 1,5% por ano, diz pesquisa

 

O Brasil dos anos 70 era um país bem diferente, mas nós crescemos, nos modernizamos e engordamos. Quem imaginaria que, nestes 40 anos, um em cada dois brasileiros sofreria com o excesso de peso? A estatística inédita do Ministério da Saúde revela dados alarmantes. A cada ano, cresce em 1,5% o número de brasileiros acima do peso. E nesse panorama, os homens aparecem em maior número do que as mulheres. Tem mais homens fora de forma do que mulheres.
Desde 2006, o índice de brasileiros gordos ou obesos é maior do que o índice das brasileiras. A pesquisa, realizada em 27 capitais, registra que hoje 52,1% da população masculina e 44,3% da feminina estão com o Índice de Massa Corporal (IMC) acima da média. Esse índice calcula o peso ideal de uma pessoa a partir da altura, idade e peso. Será que esse Brasil gordo vai conseguir diminuir os excessos e entrar em forma?
Difícil mesmo é evitar as tentações. Com o óleo fervendo, os bolinhos ficando dourados. Só de olhar já dá água na boca. A cozinha da casa parece uma incrível fábrica de delícias. Todos os meses, saem dela pelo menos sete mil salgadinhos. Tem empadinhas, enroladinhos de salsichas, pasteizinhos, esfirras e tortas de vários sabores. Tem também uma seção dos doces. São mais de 20 bolos e cerca de três mil docinhos de festa. Pode existir lugar pior para quem tem que cuidar do peso? Para emagrecer nessa casa, tem que ser herói.
O estudante Luis Filipe Alonso Galo, com 21 anos, é um vitorioso. A quituteira Helena Alonso, a mãe dele, faz doces e salgados por encomenda. O filho sempre ajudou, provando aqui e beliscando ali. Quem vê hoje nem imagina que ele chegou aos 98 kg. “Eu não tinha controle, eu comia bastante coisa”, revela o jovem. “Se eu andava muito, ficava cansado e queria”.
Agora, a esteira é a melhor amiga de Luis Felipe. O antigo preguiçoso tomou gosto pelos exercícios, quando participou de uma pesquisa na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Trezentos adolescentes obesos foram acompanhados durante um ano por médicos, nutricionistas e psicólogos e deram duro na academia.
No final do programa, Luis Felipe tinha dado adeus a quase 20 quilos. E o mais difícil: ele não engordou de novo. Voltamos com ele à universidade para ver de perto se isso tudo era mesmo verdade. E os exames não mentem. Um deles mede a quantidade de gordura no corpo. O teste é rápido, e o resultado, incrível.
A pesquisadora Ana Dâmaso, da Unifesp, informa a Luis Felipe o resultado dos exames: “você conseguiu manter exatamente a percentagem de gordura que você deveria manter e a mesma que você obteve aqui três anos atrás. É uma vitoria sua por ter passado um ano em terapia tentando mudar toda sua história de vida”.
“Quando comprava uma roupa, eu sempre comprava um número já grande, porque eu pensava: ‘eu vou engordar mesmo, compro maior para durar’”, diz o jovem. Orgulhoso, o Luis Felipe magro compara o manequim que veste agora.
O estudante sua a camiseta para não voltar ao que era antes. “Eu trabalho para não engordar, eu faço academia, eu controlo a alimentação. Eu consigo manter tudo o que eles me ensinaram”, aponta Luis Felipe,
Além dele, a família toda aprendeu a lição. Dona Helena prepara o almoço caprichado, mas magrinho. Ela diminuiu o sal e aumentou os temperos verdes. E Luis Felipe dá a receita: “não é só a comida que engorda, as coisas que vão nela e no preparo também atrapalham”. “Saíram os alimentos fritos, e entrou o grelhado, o cozido. Agora, uso mais o forno”, afirma a mãe do estudante.
“Se a família não compreender a importância de ajustar esse estilo de vida de seu filho, com certeza, a chance de esse filho obeso emagrecer é muito menor”, destaca A pesquisadora Ana Dâmaso, da Unifesp.
Mas, em casa de doceira, a sobremesa é sempre muito caprichada. Assim, só com muito controle e força de vontade. Helena mostra o pedaço de doce que o filho comia antes. Depois, ela corta a fatia que Luis Felipe come hoje. É perceptível a diferença entre os dois tamanhos. “É assim: ele come e sai correndo da mesa”, revela a mãe. E Luis Felipe confirma: “Se ficar, repete”.
Quando Luis ajuda a mãe nas encomendas, uma beliscada também não é proibida. “Algumas vezes, pode pegar um ou outro. Não tem problema”, comenta o estudante.
Luis Felipe queima os pequenos excessos na esteira. Tímido, ainda não tem namorada, mas confessa que a nova silhueta está chamando atenção. “As mulheres te olham diferente”, revela.