domingo, 22 de maio de 2011

Saiba a quantidade ideal de fibras que devem ser consumidas por dia!!!!!!!!!!!

Nem sempre dá pra ver, mas as fibras podem fazer parte de todas as refeições. No café da manhã, a melhor fonte são as frutas, de preferência com casca: maçã (3,5g); pêra (3g); mamão (2g). Se a opção for uma salada de frutas, acrescente iogurte e duas colheres de sopa de granola.
O ideal é que a primeira refeição do dia já garanta entre oito e 10 gramas de fibras. “Elas levam na digestão o açúcar e a gordura ruim, prevenindo diabetes, colesterol"

No almoço você pode consumir mais quinze gramas. Acrescente duas colheres de sopa de milho (3.7g) à salada com tomates e vegetais verdes, que também são ricos em fibras. No prato principal, substitua o arroz comum por três colheres de sopa integral (3,6g). Se for o arroz preto, melhor (4,2g). Uma colher de sopa de ervas, como orégano e estragão, acrescentam sabor e fibras as massas, carnes e peixes.
Ainda há outras opções. "Quibe, arroz integral e lentilha são riquíssimos em fibras. A lentilha tem o dobro de fibras do feijão. O trigo do quibe é muito rico em fibra e pode ser feito assado”.
Na hora do jantar, as sopas são uma boa pedida, principalmente as de legumes (8 g). "Quem não gosta do legume em pedaço, pode bater no liquidificador”, indica.
Para lanches e sobremesa, também escolha frutas. Reforce as fibras com uma colher de sopa de castanhas do Pará, de caju e passas (1,5 g). Biscoitos integrais, que são opções mais práticas, podem ser consumidos de três a quatro unidades.
na hora de comprar alimentos industrializados, fique mais atento à quantidade de fibras do que de calorias. "A fibra retarda o esvaziamento gástrico, a absorção do açúcar é menor pelo corpo, e dá alta saciedade, então demoramos mais para ficar com fome".

As fibras podem ajudar a pessoa a manter a dieta e o bom funcionamento do intestino, mas com uma condição: desde que a pessoa tome bastante água, pelo menos dois litros e meio por dia ou cinco copos grandes. Quando a pessoa come muita fibra e esquece de tomar água, elas fazem o efeito contrário no organismo. "A fibra rouba água do seu organismo, se não tomar água resseca o intestino. Então, o cuidado é beber bastante água quando se consome muitas fibras".
Quem já aprendeu a incluir as fibras nas refeições naturalmente sente os benefícios.

Para saber a quantidade ideal de fibras para as crianças, é só somar a idade dela mais cinco. Por exemplo, uma criança de cinco anos deve consumir dez gramas de fibra por dia.
Quantidade de fibra recomendada para ser ingerida em cada refeição:
- café da manhã: 8 gramas
- lanche da manhã: 2 gramas
- almoço: 15 gramas
- lanche da tarde: 3 gramas
- jantar: 7 gramas
Quantidade de fibras por cada 100 gramas de alimentos:
- Arroz, integral cozido - 2,7 gramas
- Arroz, integral cru - 4,8
- Arroz tipo 1 cozido - 1,6
- Aveia em flocos, crua 9,1
- Biscoito, doce, maisena - 2,1
- Biscoito doce recheado com chocolate - 3,0
- Biscoito doce recheado com morango - 1,5
- Biscoito doce, tipo wafer, recheado de chocolate - 1,8
- Biscoito doce, tipo wafer, recheado de morango - 0,8
- Biscoito salgado, cream cracker - 2,5
- Mistura para bolo - 1,7
- Bolo pronto de aipim - 0,7
- Bolo pronto de chocolate - 1,4
- Bolo pronto de coco - 1,1
- Bolo pronto de milho - 0,7
- Canjica, branca, crua - 5,5
- Cereais, milho, flocos, com sal - 5,3
- Cereais, milho, flocos, sem sal - 1,8
- Cereais, mingau, milho, infantil - 3,2
- Cereais, mistura para vitamina, trigo, cevada e aveia - 5,0
- Cereal matinal, milho - 4,1
- Cereal matinal, milho, açúcar- 2,1
- Creme de arroz, pó - 1,1
- Creme de milho, pó - 3,7
- Curau, milho verde, pó - 2,5
- Farinha, de arroz, enriquecida - 0,6
- Farinha de centeio, integral - 15,5
- Farinha, de milho, amarela - 5,5

Fonte: Jornal Hoje

domingo, 1 de maio de 2011

Excesso de líquido nas refeições atrapalha a mastigação e a digestão!!!!!!

A maioria das pessoas não consegue comer sem beber algo ao mesmo tempo, mas desconhece o que esse hábito pode causar e que o excesso de líquidos durante as refeições pode atrapalhar a mastigação e atrasar a digestão.

O ideal é consumir cerca de 500 ml de água até 2 horas antes das refeições. De acordo com ele, essa atitude pode até ajudar a emagrecer. Já durante o almoço ou o jantar, é indicado no máximo um copo de líquido daqueles de requeijão, entre 150 e 200 ml.


Suco, água, refrigerante? O terceiro é o mais calórico e também o mais requisitado. Alguns justificam que a bebida ajuda a “empurrar” a comida para o estômago.

Segundo a doutora em nutrição pela Universidade de São Paulo (USP) Marle Alvarenga, o ideal é ingerir somente um copo de líquido antes da refeição ou ao longo dela, aos pouquinhos, Depois disso, recomenda-se esperar cerca de uma hora para beber algo.

Marle explicou que um dos problemas de misturar sólidos e líquidos é quando estes se tornam um “auxiliar” da mastigação, diluindo os alimentos.

Com isso, o cérebro não reconhece que determinada quantidade entrou pela boca. As enzimas da saciedade, então, são liberadas tardiamente, depois que o individuo já comeu demais.

O tempo médio de uma digestão normal é de duas a três horas até o estômago ficar totalmente vazio. Já o processamento de alimentos pesados, como a carne, é mais lento: leva no mínimo três horas.


Fonte: Bem Estar

domingo, 24 de abril de 2011

Saúde na sua mesa

Cientistas americanos descobriram que o sulforafano, composto encontrado nos brotos de brócolis, poderia ajudar a eliminar a bactérias que afetam os pulmões, segundo um estudo publicado na quarta-feira na revista americana "Science Translational".

O sulforafano está presente nas verduras da família da couve e se apresenta como um possível tratamento para prevenir ou reduzir as infecções que frequentemente afetam os fumantes e os pacientes com doenças pulmonares.

Um pulmão saudável se encarrega por si mesmo de expulsar as pequenas partículas de pó, os resíduos e as bactérias estranhas que entram através do aparelho respiratório junto com o oxigênio que respiramos.

No entanto, este sistema de "autolimpeza" é disfuncional nos fumantes, e as pessoas com um tipo de doença chamada enfermidade pulmonar obstrutiva crônica (Epoc), uma grave patologia respiratória.

As duas formas mais frequentes da doença são a bronquite crônica, definida por uma tosse prolongada com muco, e o enfisema, que ajuda a deterioração dos pulmões a longo prazo.

O Epoc, que afeta 24 milhões de americanos e 210 milhões de pessoas no mundo todo, é a terceira causa de morte nos Estados Unidos.

O médico Shyam Biswal, do Departamento de Ciências da Saúde Ambiental da Escola Bloomberg de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins analisaram os macrófagos (células do sistema imunológico) dos pulmões de pacientes com a enfermidade, assim como os de ratos expostos à fumaça do cigarro.

Os pesquisadores concluíram que o tratamento com sulforafano estimula a ativação da via de sinalização celular Nrf2 tanto nas células humanas dos pulmões com Epoc quanto as dos pulmões dos ratos expostos à fumaça.

A ativação da via Nrf2 restaura a capacidade dos macrófagos pulmonares para eliminar as bactérias dos pulmões, com o que uma dieta rica em sulforafano poderia ajudar aos doentes a melhorarem.

"Nossas descobertas sugerem que os macrófagos dos pulmões dos pacientes com a enfermidade têm uma falha no processo chamado fagocitose, que consiste na destruição de bactérias ou agentes nocivos para o organismo", disse Biswal.

Os pesquisadores descobriram que, ainda segundo o médico, "a ativação da via Nrf2 induzida pelo sulforafano restaurou a capacidade dos macrófagos pulmonares para se unir e combater as bactérias".

"O estudo poderá ajudar a explicar a relação entre a dieta e a doença pulmonar, e aumenta o potencial de novos enfoques para o tratamento da doença frequentemente devastadora", afirmou Robert Wise, professor de Medicina da Escola de Medicina de Johns Hopkins e co-autor da pesquisa.


Fonte: Programa Super Bem

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Fast-food saudável

 

 


O fast-food é um tipo de comida rápida que cabe no bolso e no corre-corre da rotina de todo mundo. Seu sabor familiar agrada a pessoas de todas as idades, principalmente os jovens. E já que a preocupação com a alimentação deve começar desde cedo, porque não adaptar esse hábito emprestado dos americanos para um lado mais saudável?


Geralmente, o fast-food não traz muitos nutrientes e ainda tem um alto teor de gorduras saturadas e trans, sódio e calorias de sobra para apenas um dia, o que pode ser prejudicial à saúde.


De acordo com uma pesquisa publicada no Journal of Adolescent Health, os adolescentes estão ficando cada vez mais obesos, pois priorizam os alimentos de fast-food. Para os especialistas, é nesta fase que existe uma busca pela independência, e é aí que entra a responsabilidade dos pais, que devem orientar os jovens neste período de transição.


Se você adora se alimentar dessa forma, saiba que é possível fazer escolhas mais saudáveis, rápidas e que ainda assim caberão em seu orçamento.


Antes de sair para comer, tenha em mãos alguns guias de restaurantes que oferecem a tabela nutricional do local. Como isso nem sempre é possível, você pode criar um padrão de escolher apenas os restaurantes que priorizam os alimentos frescos e saudáveis.

Fonte: Programa Super Bem

domingo, 13 de março de 2011

14 metas para emagrecer com saúde

Confira as 14 metas para emagrecer com saúde (Confira as 14 metas para emagrecer com saúde (Reprodução))     As 14 metas da educação alimentar, indicadas pelo Centro de Referência em Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

1) Faça de 5 a 6 refeições por dia.
2) Frutas na sobremesa e nos lanches.
3) Coma verduras e legumes no almoço e no jantar.
4) A porção de carne deve ser do tamanho da palma da mão.
5) Troque a gordura animal por vegetal e consuma com moderação.
6) Modere nos açúcares e nos doces.
7) Diminua o sal e os alimentos ricos em sódio.
8) Consuma leite ou derivados na quantidade recomendada.
9) Consuma pelo menos 1 porção de cereal integral.
10) Coma uma porção de leguminosas por dia.
11) Reduza o álcool. Evite o consumo diário.
12) Beba no mínimo 2 litros de água por dia.
13) Faça pelo menos 30 minutos de atividade física todos os dias.
14) Aprecie sua refeição. Coma devagar.


Fonte: Globo Reporter

Anvisa propõe banir medicamentos que inibem o apetite




No dia 16 de fevereiro de 2011 a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tornou pública a intenção de cancelar o registro dos medicamentos que contém sibutramina e anorexígenos anfetamínicos (anfepramona, femproporex e mazindol). Esses medicamentos antiobesidade atuam no sistema nervoso central para inibir o apetite e, segundo a agência, devem ser retirados do mercado brasileiro devido aos altos riscos à saúde.

A Anvisa alerta que existe grande potencial de uso abusivo dessas substâncias, mesmo com as advertências sobre seus riscos. Em nota, o diretor-presidente em exercício da Anvisa, Dirceu Barbano, explicou: “Não existem evidências científicas sobre o valor da utilização dessas substâncias em longo prazo. Seu consumo elevado no Brasil pode demonstrar que suas indicações clínicas e seu acesso, em farmácias de manipulação e drogarias, estão muito distantes das preconizadas pela Organização Mundial da Saúde e pelos órgãos sanitários”.

A proibição destes medicamentos está baseada no parecer da Câmara Técnica de Medicamentos (Cateme), publicada em 26 de outubro de 2010. O documento apresenta argumentos de que a sibutramina apresenta baixo coeficiente de efetividade de redução de peso e pouca manutenção de redução de peso em longo prazo, e que os medicamentos anorexígenos apresentam graves riscos cardiopulmonares e para o sistema nervoso central.  Portanto, o órgão recomenda o cancelamento destes medicamentos por considerar que os riscos superam seus benefícios.

No entanto, a Associação para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) e a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) mostraram-se contrárias à retirada desses medicamentos do mercado. A presidente da ABESO, Rosana Bento Radominski, esclarece que “as mudanças de estilo de vida, alimentação e atividade física são os pilares de um bom tratamento da obesidade, mas nem sempre são suficientes para evitar a progressão da doença”. “O uso criterioso de medicações antiobesidade claramente contribui para a melhora da saúde dos pacientes, auxiliando-os na perda de peso e reduzindo o aparecimento das complicações”, explica.

O presidente da SBEM, Ricardo Meirelles, afirmou que “a SBEM é contra o uso indiscriminado desses medicamentos, mas considera que bani-los deixaria uma significativa parcela de pacientes com obesidade desassistidos”.

No dia 23 de fevereiro, médicos e farmacêuticos se reuniram em audiência pública com a Anvisa para discutir e questionar a proposta de retirar os inibidores de apetite do mercado brasileiro. A decisão da Anvisa deverá sair até o final de março.
Fonte: Nutritotal

Obesidade traz outros problemas, como diabetes e esteatose hepática...


Autoestima é o que faz toda a diferença. Quando pesava 106 kg, a estudante Carmela Vecchione, universitária de 21 anos, se escondia atrás de um tipo engraçado. “Aquela que faz a piadinha, e todo mundo dá risada, mas, em termos de confiança como mulher, era um assunto delicado. Não era uma parte minha que estava bem desenvolvida”, diz a jovem.
Agora, com 75 quilos, ela é outra Carmela. “Eu acho que hoje sou uma pessoa mais solta. Eu digo que sou outra pessoa”, declara.
A estudante Maria Cecília Ribeiro de Souza emagreceu 27 quilos. Perdeu o hábito de comer frituras e, aos 16 anos, encontrou o doce sabor de ser admirada. Ela revela que hoje se sente atraente como mulher.
Mas não foi só beleza que as duas garotas conquistaram. “Eu tinha tendência ao diabetes, até porque minha avó tem diabetes. E por eu ser gordinha, isso fica mais próximo de eu ter a doença”, revela Cecília.
Carmela, além do risco de diabetes, tinha gordura no fígado, a chamada esteatose hepática. Mas as duas meninas não eram exceção. Os 300 jovens que participaram do programa tinham algum problema causado pela obesidade.
O endocrinologista Lian Tock lista os problemas de saúde mais encontrados nos jovens: “Diabetes, esteatose hepática, que é gordura no fígado, deslipidemia, colesterol alto, triglicério elevado, doenças circulatórias de um modo geral, fora outras incluindo doenças pulmonares, doenças articulares, doenças na coluna e problemas no joelho devido ao excesso de peso”.
A gordura pesa tanto no corpo como no espírito. “Ao todo, 80% deles apresentam depressão. À medida que eles vão diminuindo o peso, eles vão melhorando dessa depressão”, aponta o doutor Lian.
O endocrinologista aponta um vilão: o sedentarismo. Cecília, que chegou a pesar mais de 100 kg, confessa: “ficava muito tempo parada, só na frente do computador. Não fazia esporte nenhum”. A jovem conta também que enganava os professores na aula de educação física na escola: “Ele estava olhando, dava uma corridinha parava e andava normal”.
Agora, ela não tem mais porque enganar. Hoje, Cecília tira o teste de esforço de letra. Na academia, ela malha de segunda à sexta. E a jovem revela o que ganhou, perdendo tantos quilos: “saúde”.
“Existe uma chance altíssima da criança e do adolescente obeso se tornar um adulto obeso e aumentar todos esses riscos de saúde”, destaca a pesquisadora Ana Dâmaso, da Unifesp.
Mas não é um processo fácil. A estudante Silvia Szterenfeld tem 17 anos. Quando participou da pesquisa, emagreceu dez quilos, mas recuperou tudo de novo. “Eu estou voltando aos poucos com a dieta. Pretendo seguir com isso até conseguir chegar a um ponto em que eu não me esqueça que eu tenho que comer certo”, diz.
Casos como o de Silvia se multiplicam no Brasil e em muitos países.

Número de brasileiros acima do peso cresce em 1,5% por ano, diz pesquisa

 

O Brasil dos anos 70 era um país bem diferente, mas nós crescemos, nos modernizamos e engordamos. Quem imaginaria que, nestes 40 anos, um em cada dois brasileiros sofreria com o excesso de peso? A estatística inédita do Ministério da Saúde revela dados alarmantes. A cada ano, cresce em 1,5% o número de brasileiros acima do peso. E nesse panorama, os homens aparecem em maior número do que as mulheres. Tem mais homens fora de forma do que mulheres.
Desde 2006, o índice de brasileiros gordos ou obesos é maior do que o índice das brasileiras. A pesquisa, realizada em 27 capitais, registra que hoje 52,1% da população masculina e 44,3% da feminina estão com o Índice de Massa Corporal (IMC) acima da média. Esse índice calcula o peso ideal de uma pessoa a partir da altura, idade e peso. Será que esse Brasil gordo vai conseguir diminuir os excessos e entrar em forma?
Difícil mesmo é evitar as tentações. Com o óleo fervendo, os bolinhos ficando dourados. Só de olhar já dá água na boca. A cozinha da casa parece uma incrível fábrica de delícias. Todos os meses, saem dela pelo menos sete mil salgadinhos. Tem empadinhas, enroladinhos de salsichas, pasteizinhos, esfirras e tortas de vários sabores. Tem também uma seção dos doces. São mais de 20 bolos e cerca de três mil docinhos de festa. Pode existir lugar pior para quem tem que cuidar do peso? Para emagrecer nessa casa, tem que ser herói.
O estudante Luis Filipe Alonso Galo, com 21 anos, é um vitorioso. A quituteira Helena Alonso, a mãe dele, faz doces e salgados por encomenda. O filho sempre ajudou, provando aqui e beliscando ali. Quem vê hoje nem imagina que ele chegou aos 98 kg. “Eu não tinha controle, eu comia bastante coisa”, revela o jovem. “Se eu andava muito, ficava cansado e queria”.
Agora, a esteira é a melhor amiga de Luis Felipe. O antigo preguiçoso tomou gosto pelos exercícios, quando participou de uma pesquisa na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Trezentos adolescentes obesos foram acompanhados durante um ano por médicos, nutricionistas e psicólogos e deram duro na academia.
No final do programa, Luis Felipe tinha dado adeus a quase 20 quilos. E o mais difícil: ele não engordou de novo. Voltamos com ele à universidade para ver de perto se isso tudo era mesmo verdade. E os exames não mentem. Um deles mede a quantidade de gordura no corpo. O teste é rápido, e o resultado, incrível.
A pesquisadora Ana Dâmaso, da Unifesp, informa a Luis Felipe o resultado dos exames: “você conseguiu manter exatamente a percentagem de gordura que você deveria manter e a mesma que você obteve aqui três anos atrás. É uma vitoria sua por ter passado um ano em terapia tentando mudar toda sua história de vida”.
“Quando comprava uma roupa, eu sempre comprava um número já grande, porque eu pensava: ‘eu vou engordar mesmo, compro maior para durar’”, diz o jovem. Orgulhoso, o Luis Felipe magro compara o manequim que veste agora.
O estudante sua a camiseta para não voltar ao que era antes. “Eu trabalho para não engordar, eu faço academia, eu controlo a alimentação. Eu consigo manter tudo o que eles me ensinaram”, aponta Luis Felipe,
Além dele, a família toda aprendeu a lição. Dona Helena prepara o almoço caprichado, mas magrinho. Ela diminuiu o sal e aumentou os temperos verdes. E Luis Felipe dá a receita: “não é só a comida que engorda, as coisas que vão nela e no preparo também atrapalham”. “Saíram os alimentos fritos, e entrou o grelhado, o cozido. Agora, uso mais o forno”, afirma a mãe do estudante.
“Se a família não compreender a importância de ajustar esse estilo de vida de seu filho, com certeza, a chance de esse filho obeso emagrecer é muito menor”, destaca A pesquisadora Ana Dâmaso, da Unifesp.
Mas, em casa de doceira, a sobremesa é sempre muito caprichada. Assim, só com muito controle e força de vontade. Helena mostra o pedaço de doce que o filho comia antes. Depois, ela corta a fatia que Luis Felipe come hoje. É perceptível a diferença entre os dois tamanhos. “É assim: ele come e sai correndo da mesa”, revela a mãe. E Luis Felipe confirma: “Se ficar, repete”.
Quando Luis ajuda a mãe nas encomendas, uma beliscada também não é proibida. “Algumas vezes, pode pegar um ou outro. Não tem problema”, comenta o estudante.
Luis Felipe queima os pequenos excessos na esteira. Tímido, ainda não tem namorada, mas confessa que a nova silhueta está chamando atenção. “As mulheres te olham diferente”, revela.